quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Emprego e Subemprego no contexto da Globalização.

A automação se tornou uma das principais ferramentas do processo de globalização. Um dos objetivos desse processo é a redução dos custos das empresas, e o desemprego é o grande produto de todo este processo. Quando se trata de avanços tecnológicos, a estrutura de recursos humanos das empresas foi modificada, ocorrendo assim uma redução significativa das oportunidades de emprego. Na década de 70, com o crescimento do desemprego, o debate sobre a discussão da economia informal no Brasil abordava os problemas da marginalidade, do desenvolvimento do capitalismo, da pobreza e da miséria.
Esse tipo de trabalho teve grande crescimento na década de 90 quando a competitividade fez com que as empresas optassem por mão-de-obra qualificada e também frente à crise econômica, as empresas tiveram que diminuir seu quadro de funcionários e baixar o valor de suas mercadorias. Hoje o discurso dominante aborda a questão do desemprego tecnológico–estrutural, com desenvolvimento de uma “nova informalidade” em decorrência de novas formas de organização do trabalho constituídas no processo de reestruturação produtiva. A cada nova “onda” da globalização, acontecem grandes mudanças nas necessidades do homem que refletem no conceito de emprego e nas relações de trabalho de forma drástica.
Nas economias subdesenvolvidas, especialmente nas mais pobres e menos industrializadas, o grande surto de urbanização não foi e nem é acompanhado de um processo de modernização de igual porte, gerando subdesemprego. A ruptura do vínculo empregatício formal representa, na prática, a perda de direitos e benefícios sociais. Ao ingressar no setor informal, os trabalhadores se convertem numa espécie de “cidadãos de segunda classe”, perdendo inclusive direitos garantidos pela Constituição brasileira.
A globalização é um fato e contra este processo não se pode atuar, as condições de cidadania ainda não é universal e está associada ao modo de inserção dos indivíduos no mercado de trabalho. porém em um mundo com ética, a solução de problemas facilita se a ação for conjunta (empresas, governo e sociedade).
Os programas de geração de emprego, tanto os desenvolvidos por iniciativa de órgãos governamentais, como sindicais, apesar de eficazes por determinados aspectos, ainda são questionáveis, mas é importante mantermos os ideais de uma sociedade civil mais participativa e solidária nas questões públicas.
Em São Paulo, é necessário pensar em programas de políticas públicas e políticas de emprego e renda que vise o direito de cidadania plena aos trabalhadores informais, autônomos, os que trabalham por conta própria, em especial os que se encontram desorganizados e excluídos, como é o caso da grande maioria.

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